Disposição!

•Sábado, 12 Setembro, 2009 • Deixe um comentário

Este é o mundo das relações de plástico. Ora descastáveis, ora recicláveis.

Emoção!

Mais um quilômetro, mais uns segundos.

Transpiração!

Outra meta, um alvo atingido.

Realização!

O ser consigo mesmo.

Adoração!

Seguir em frente, não importa o quanto pense ser incapaz.

Disposição!

Lá na frente você vê no que dá.

But just don’t stop running, motherfu@%&*!

Lester Burnham que me desculpe…

•Domingo, 16 Agosto, 2009 • 1 Comentário

… Mas, para mim, os amigos são como heróis pessoais: cada um com sua batalha, sua dedicação, momentos de desamparo e nova inflamação para o retorno à luta.

E, mesmo que as coisas não saiam como o planejado: rei morto é rei posto. Herói caído é mártir.

Parecia inofensiva, mas…

•Quinta-feira, 6 Agosto, 2009 • 3 Comentários

Papo show com a amiga Inara. Abração, fia!

hell diz:
o que eu acho massa em algumas garotas é isso
vcs não precisam de homem pra ajeitar suas próprias vidas…
mulher independente é um tesão

tipo
e não é por vcs
é por mim
mulher moderna dá liberdade pra tomar a cerveja com os amigos, pro futebol, pras coisas que homem gosta de fazer… sem encheção de saco
daí o cara só tem que ter o bom senso de dar liberdade pra ela tb
ciúme é a paranóia permanente, típica dos relacionamentos fracassados

Inara diz:
concordo plenamente

PS: Monólogos no MSN não são só com você, caro amigo Glauco! Hahahaha!!!

Grito!

•Quarta-feira, 29 Julho, 2009 • 1 Comentário

É a magnitude esplêndida, o grito que não cala, a vibração impossível de conter! É a empolgação maior de cada ser vivo, como se não houvesse saída para tanta euforia! O ápice da imaginação, da criatividade e do próprio bem querer! É o bem estar supremo frente às dores do mundo e suas execráveis incógnitas!

Bendito seja! Bendito seja este espetacular livre arbítrio que nos permite tudo!

Sábio era Crowley, que dizia: faz o que tu queres, há de ser tudo da lei!!!

Ps.: volto a atualizar esta porcaria com frequência a partir de agora.

Sem babaquice…

•Domingo, 26 Julho, 2009 • 5 Comentários

É impressionante como o ser humano tem uma encantadora capacidade de superação. Todos os dias muitos de nós somos submetidos a situações amedrontadoras. Alguns tremem na base, outros encaram e vencem e outros ainda caem. Pois é sobre esses que já experimentaram o árido gosto da derrota que minha atenção pairou nos últimos dias.

A cada hora que passa, surpreende saber que cada vez mais pessoas passam a vida sem conseguir superar uma queda, um erro ou uma perda. Como se a nossa notável imperfeição humana representasse alguma falha de caráter ou a obrigação de vencer, superar, derrotar. Mas… Contra quem é mesmo a luta?

Mais curioso ainda é constatar que a maioria das pessoas concorda quando motivadores dizem que o maior adversário está em nós mesmos. Para mim, isso só torna a derrota ainda mais vergonhosa. Eu não sou um motivador. Sou um analista de consequências. Há coisas que certas pessoas realmente merecem, outras não.

Por mais engraçado que possa parecer, recentemente estive na situação de quem se sente tão mal. Não me sentindo mal, mas com “razões” para tal. A nossa mente não descansa. São diversos pensamentos que se cruzam e só servem para confundir quem precisa de uma resposta clara. A minha eu encontrei com uma mudança de atitude. Pode não ser a mesma solução para o seu caso, mas pelo menos a vida segue, mesmo na eterna ingestão do doce ou do amargo sabor das situações.

Portanto, velho, levante a cabeça, chute a primeira porta que vir e dê um berro pra vomitar toda a maldição que o mundo jogou sobre você. No resto, dá-se um jeito…

Bairrismo Intelectual

•Segunda-feira, 18 Maio, 2009 • 1 Comentário

A Modernidade gerou duas tradições intelectuais opostas, em princípio, no que diz respeito ao conhecimento das sociedades e das culturas.

A primeira é a perspectiva filosófica e científica entendida como verdadeira e universal, que vê nas sociedades e nas culturas “objetos” de estudos. A aliança entre o saber e o poder consolidou um modelo em que o intelectual aparece como porta-voz de uma “verdade” inquestionável e universalmente válida e que colocou a Europa no “centro” do mundo. A expansão da modernidade não se deu apenas pela dominação econômica, militar e política das demais formas de pensamento e produção. Consolidou-se também graças a uma dominação  cultural, que se deu, sobretudo, por meio das instituições científicas, culturais e educacionais. A ciência e a cultura européias difundiram-se enquanto signos de uma cultura supostamente mais elevada, superior e verdadeira, abarcando as demais e constituindo-se como padrão comunicativo.

A segunda é a tradição intelectual que correu por muito tempo fora dos parâmetros da ciência. Tratar-se-ia, antes, de um padrão “literário” ou “artístico” de aproximação às realidades humanas. Shakespeare, o Lazarilho, o Barroco, os autores latino-americanos – para ficar no âmbito Europa-América, rota de origem da Modernidade – conformam um padrão de intelectual-narrrador imerso na cultura e em suas contradições.

Por muito tempo estas duas tradições andaram separadas. Esta separação  só foi quebrada, pioneiramente por autores como os brasileiros Euclides da Cunha e Gilberto Freyre, que trazem para o campo das Humanidades as formas de conhecer e descrever da ficção. Suas obras, de alguma forma, refletem um modelo de intelectual marcado pela contradição, pela narração poética e pela imersão apaixonada nas culturas e nos fenômenos que analisam. Mais recentemente, vários pensadores têm adotado perspectivas semelhantes na crítica aos princípios das Ciências Humanas formulados na segunda metade do século XIX.

[...]

Muitos intelectuais contentaram-se em criticar a “indústria cultural” quando seus próprios corações estavam sendo irremediavelmente invadidos. Sem nenhum pudor, no entanto, serviram-se da mesma indústria para manter sua condição de elite, divulgando sua alta cultura, seus artigos e suas belas fotos em pose de professores doutores.

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LEMOS, Maria A. B.; WINCK, João Baptista; DIMANTAS, Hernani.  Os intelectuais e a cibercultura: além de apocalípticos e integrados.  Disponível em: <http://www.espacoacademico.com.br/033/33clemos.htm>. Acesso em: 26 out. 2008.

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PS: Sensacional!

Fantasminha Camarada

•Quarta-feira, 28 Janeiro, 2009 • 8 Comentários

orla-de-aracaju

Foto: orla de Aracajú, Sergipe

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“Papo de calçada”, on-line, com um espirituoso amigo do nordeste. Conforme um pedido do mesmo, substituí seu nome ironicamente por “Glauco” (longe de qualquer arrogância, hein amigo leitor!). Peço humildemente que reflita sobre a explanação.

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hell diz:

não é aquela questão básica da grama mais verde do outro lado da cerca

hell diz:

não tem nada a ver com inveja e tal…

hell diz:

é consigo mesmo né?!

hell diz:

de não se sentir a vontade…

Glauco diz:

isso

hell diz:

o lugar, as pessoas… enfim, o ambiente

Glauco diz:

é por aí

hell diz:

eu vivo assim

hell diz:

as vezes passo dias sem sair de casa

hell diz:

pq não quero ver ninguém… pq não tenho vontade de ver ninguém

hell diz:

e fico ali… curtindo o tempo comigo mesmo

hell diz:

lavo a louça, arrumo as gavetas, vejo filmes…

hell diz:

alugo sonhos, reflito e os descarto

hell diz:

mas eu vou mudar essa metodologia

hell diz:

pq quando eu ficar velho talvez me arrependa de não ter aproveitado o tempo da minha juventude de forma mais produtiva

Glauco diz:

verdade

hell diz:

mas a noção de ausência de tudo traz conforto… já pensou se ninguém precisasse convenientemente mentir?

hell diz:

como naquele papo do Di Caprio com a psicóloga em “Os Infiltrados”

hell diz:

“mentir para manter o equilíbrio”

Glauco diz:

não assisti

hell diz:

eu acho que o que fode o mundo é o equilíbrio

hell diz:

todo mundo quer segurança, estabilidade e equilíbrio

hell diz:

e a resultante disso é uma angústia que dinheiro nenhum afasta

hell diz:

que certeza nenhuma abala

hell diz:

e aí fica todo mundo com a impressão de que a vida é algo que não foi feito pra ser compreendido… e simplesmente… atura

Glauco diz:

isso

hell diz:

levanta a cabeça no dia seguinte, veste a mesma fantasia de palhaço de todo mundo e sai pra “aproveitar o dia”

hell diz:

e o nosso estômago agradece pelos “filés fritos no suor e na intolerância”

A Kombi e o Fusion

•Domingo, 2 Novembro, 2008 • 3 Comentários

Esta manhã, durante meu intervalo no trabalho, saí para tomar um pouco de ar. Do lado de fora, havia apenas dois carros estacionados: uma Kombi e um Ford Fusion. Não sei por quais motivos, comecei a pensar, sob uma perspectiva funcional, a idéia de venda dos mencionados veículos.

Fiz uma avaliação externa, puramente estética, e cheguei a algumas conclusões curiosas.

O sedã médio da Ford é considerado um dos tops do mercado nacional. Apresenta uma série de ítens luxuosos e que proporcionam conforto acima da média. Sua tecnologia é exposta pelo design, mas também por um outro detalhe que me chamou atenção: o sensor de alarme logo acima da maçaneta da porta dianteira do motorista. Além da propagação da segurança, óbvio, aquele elemento me passou uma segunda impressão curiosa: é a ilustração da digitalidade contida no automóvel. Não basta se sentir bem com todo aquele luxo, é preciso evidenciar o ar-condicionado digital, o computador de bordo , o cd-player para seis discos… Mas isto não é uma crítica à ostentação.

O fato é que, ao me virar para a Kombi, vi um modelo multi-uso que ainda tem um pé no passado, precisamente na década de 1950. Ela tem faróis e retrovisores simples, não há arrojo no acabamento. No mais puro sentido fordista (sem ironia aqui), e sem levar em conta diferenciais como a cor, por exemplo, é um carro estritamente funcional.

A diferença que notei está no argumento dos dois veículos: a Kombi, é simplesmente a Kombi, sem preceitos; o Fusion, por sua vez, depende de seu discurso para ser útil. Explico: o modelo da Volkswagen, embora já tenha sido alvo de campanhas publicitárias tempos atrás, hoje é um simples veículo espaçoso e adequado a uma série de situações, enquanto o Ford requer conceitos que têm uma origem mercadológica gritante. Os ideais de conquista, comodidade e família (este último subvertido) se propagam pelas linhas e contornos bem acabados. Além disso ainda há um elevado grau de competitividade com outros sedãs que oferecem conforto semelhante. É uma guerra conceitual. Sem isso, na raiz da questão, ele não oferece muito mais do que o simpático Ford T.

Lógico, se você perguntar qual dos dois eu prefiro, direi o Fusion. Contudo, é importante reparar como ele é refém de uma ideologia. Não são suas peculiaridades que propulsionam as vendas, mas a conotação dada a si, fruto da abstração sem conteúdo que nos arrebata diariamente.

A Kombi ainda se mostra útil. O Fusion é, de fato, um “carrão”. No entanto, independente disso, dentro de qualquer um dos dois, a única certeza é a de que você vai passar raiva no trânsito, talvez não do mesmo jeito, mas em semelhante intensidade.

Agora volte para a cama e durma bem com isso. :)

Quando o crime fede e o nariz empina

•Segunda-feira, 20 Outubro, 2008 • 2 Comentários

Aponta o lápis, bate a máquina, amassa o papel. Corre, esquece, volta e gira. Os neurônios são como conta-giros de um motor incessante na cabeça de quem redige. O deadline, a manchete, a cobrança e o suspiro aliviado, seguido de mais uma dose de persistência, que avança madrugada adentro e chega ao dia seguinte sem que se perceba. Na falha, há vontade, pelo êxito, há obsessão. Assim pode ser descrita a rotina de um jornalista na selva de uma redação.

Ao assistir “Todos os homens do presidente” (1976), de Alan J. Pakula, a sensação que o espectador tem é de que a vida dos dois repórteres do jornal The Washington Post, Bob Woodward (Robert Redford) e Carl Bernstein (Dustin Hoffman), depende do sucesso de suas publicações. Dois aguerridos jornalistas que, mesmo contra todas as indicações, acreditaram em suas intuições e desvendaram o maior escândalo político da história dos Estados Unidos.

Escolhido para apurar um, aparentemente sem maiores consequências, assalto à sede do Partido Democrata, Woodward, logo nas primeiras horas de trabalho, desconfiou de que algo estava errado no caso: os assaltantes já possuíam advogado, que compareceu ao tribunal, mesmo sem ter sido acionado enquanto os suspeitos estavam na delegacia. Cabe aqui citar o imprescindível “faro” que um jornalista deve possuir para captar as informações soltas no ar. Ao final da primeira página de texto, veio a sensação de que havia muito mais por trás daquele incidente. O quebra-cabeça começava a se montar.

A investigação desenvolvida pela parceria de um repórter iniciante e um veterano desorganizado e arredio, à beira da demissão, entrou para a história com o nome do edifício onde tudo começou: Watergate.

Adaptação do livro, de autoria dos referidos jornalistas, “All The President’s Men”, o longa-metragem retrata com detalhes, até pela proximidade das datas dos acontecimentos, o caso que culminou com a renúncia do presidente republicano Richard Nixon, em 1974. O título é uma referência aos homens próximos ao presidente que, um a um, foram desmascarados e tiveram seus crimes levados a público.

Outra citação valiosa feita no filme é a da famosa fonte secreta denominada “Garganta Profunda”¹. O codinome foi dado pelo editor de Bob e Carl, numa menção a um polêmico filme erótico lançado em 1972. É possível dizer que o contato, somado a outras tantas tentativas de obter informações de funcionários do FBI e da Casa Branca, foi a chave para desvendar todos os crimes cometidos pelo partido republicano, nos quais setores da CIA, FBI, Justiça Federal, Executivo e o próprio presidente Nixon estavam envolvidos.

Além da narrativa do importante fato, o filme ainda traz elementos que enchem os olhos do espectador: o dia-a-dia de uma redação, a estressante e bem-humorada reunião de pauta entre os editores e a persuasiva técnica de extração de informações utilizada pelos jornalistas que, à época, não tinham acesso aos recursos tecnológicos hoje disponíveis.

Por ser considerado um retrato fiel do acontecimento que chocou o mundo, na época em que as notícias não corriam na mesma velocidade de hoje, nem chegavam ricas em informações aos jornalistas, “Todos os homens do presidente” merece um destaque especial por sua seriedade e competência na retratação da história de dois homens que desafiaram todos os obstáculos e que, no fim, provaram que nem tudo é o que parece ou o que nos fazem acreditar que seja. Belíssima obra.

¹ Em 2005, o ex-agente do FBI W. Mark Felt, segundo no comando da agência à época, revelou ser o misterioso Garganta Profunda. O fato foi confirmado por Woodward e Bernstein.

Linha de chegada ou ponto de partida?

•Domingo, 7 Setembro, 2008 • 5 Comentários

            

            Nasceu. Feio, chorão, mas risonho também. Cresceu chato, mais chata ainda a pneumonia (a hepatite também), mas todo mundo levava na boa: “é o primeiro neto homem da família”, argumentava a madrinha. Brincou de bola, da de futebol à de gude, correu, caiu, levantou e correu mais. Tímido, mimado, mas concentrado. Na 4ª série não houve nota menor que 98 no último boletim.

            Cresceu um pouco mais e conheceu a dor, os amigos e as meninas. Da rua de ipês não esquece, das tardes de sol e das peladas no campinho, menos ainda. No som tocava de tudo, passou a tocar uma coisa só, mas ficou repetitivo. Ser multi-cultural é ter assunto em qualquer roda de conversa.

            Embruteceu como casca de carvalho, amoleceu como gelatina Royal. Não via pai, tinha mãe (que valia por várias), tinha avô que era pai. Pisou em rabo de cachorro, comeu arroz com feijão, comeu poeira (da vida, é claro!), mas acertou o compasso.

            Foram-se os amigos (alguns ficaram), surgiram novos. Vieram a cidade, os familiares, as lições, decepções e risadas. Cotidiano doce e amargo. Não reclama, proclama: sua lei, sua filosofia, seu livre arbítrio. A vontade do querer, a satisfação do ser.

            Agora olha para as pessoas enquanto cega sob a luz das câmeras. O coração acelera. A beca é preta e quente, mas atura. Na camisa, na veia, no peito e na raça (na marra!). Forma o profissional. O homem continua em desenvolvimento.

           

“The good old days

the honest man

the restless heart

a promisse land

a subtle kiss

that no one sees

a broken wrist

the big trapeize”

(The Killers – Read My Mind)